quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Futebol I - Pergunta 1

Começamos mais uma etapa da maior gincana da web - em www.azerox.com.br e, desta vez o assunto é Futebol. Nossos ídolos, nossos times, nossa história. Tudo que se relaciona a futebol, esta paixão nacional, muitas vezes mal interpretado, mal conduzido, mas sem dúvida, na opinião de historiadores e antropologos, não podemos explicar muito bem o Brasil, sem entendermos pelo menos um pouco da historia de nosso futebol.

Assim então, esta lembrança a respeito dos primórdios do esporte das "elites", em sua maioria europeus, nos remete a pensarmos como o futebol passou a ser um motor para a integração de nossos raças, nossas castas, onde crenças e poder econômico foram ficando num plano diferente, para dar espaço para os verdadeiros atletas, os criativos "brazucas"!

Para ilustrar este fato, estamos nos lembrando de Artur Friedenreich, Filho de pai alemão (imigrante) com mãe negra (afro-descendente e ex-excrava). Não fôsse sua decendência alemã, teria certamente ficado a margem dos campos de futebol pois tinha a pele morena e cabelos crespo.

Começou no Germânia, em 1909, tradicional time paulista. entre os destaques em sua carreira, lembramos as oito vezes em que foi artilheiro do campeonato Paulista. Pelo Clube Paulistano foi seis vezes campeão Paulista e uma vez pelo São Paulo da Floresta (futuro SPFC).

Na Revolução Constitucionalista de 1932, se engajou, sendo membro de um batalhão que foi para frente de batalha, período que se afastou do futebol.

Participou da viagem do primeiro time brasileiro aos campos europeus, o Clube Paulistano em 1925, onde já no primeiro jogo ganhou de 7 a 2 da França. Desde então era chamado de "roi du football" (rei do futebol).

No auge de sua carreira, deixou de ser convocado para a Copa do Mundo, por problemas políticos entre as entidades que controlavam o futebol no brasil (coisa de cartola, até hoje). Diminuídas as tensões, ele entre outros paulistas e a turma carioca, formaram nossa seleção para enfrentar o Sul Americano. Foi o coroamento de Artur, que mesmo em jogo dramático, o terceiro jogo da decisão, contra o arquirival Uruguai, já na terceira prorrogação de 30 minutos, marcou o gol da vitória brasileira. Assim ele recebeu o apelido de "El Tigre", criado carinhosamente pela imprensa uruguaia. Este feito foi de tal relevância que os músicos Benedito Lacerda, Pixinguinha e Nelson ângelo compuseram um "choro" entitulado "Um a Zero", em sua homenagem.

A Azerox assim também presta a sua a este esportista de ouro!
Obrigado Artur Friedenreich, você ainda vale muito!